Novembro Azul: Gustavo Nacif, diretor médico da Axenya, tira dúvidas sobre câncer de próstata

Novembro Azul é o mês mundial de combate ao câncer de próstata. A campanha surgiu em 2003, na Austrália, com o intuito de conscientizar sobre doenças que atingem a população masculina. Quase duas décadas depois, o problema persiste: só no ano passado, mais de 16 mil homens morreram por conta do câncer de próstata, o que equivale a cerca de 44 mortes por dia, segundo dados do Ministério da Saúde.

Na visão de Gustavo Nacif, diretor médico da Axenya, apesar dos avanços promovidos pela conscientização nos últimos anos, ainda há grande resistência por parte dos homens em se cuidar de maneira integral, o que contribui para a alta incidência de doenças como o câncer de próstata.

Nesse sentido, o uso da tecnologia é crucial para sofisticar o acompanhamento médico. “Ferramentas digitais aumentam a quantidade de informações disponíveis e captam os dados do dia a dia do paciente. Pequenas alterações podem ser contabilizadas pela inteligência artificial desenvolvida pela Axenya, potencializando inúmeras vezes os indicadores de rastreio clássicos”, afirma. 

Nacif respondeu às principais perguntas sobre o câncer de próstata e discutiu sobre o papel das empresas no cuidado da saúde de seus funcionários. Confira a entrevista completa:

Quais medidas podem ser adotadas para prevenir o câncer de próstata?

A prevenção de doenças pode ser feita de maneira direta ou indireta. Em alguns casos, há uma relação estabelecida de causa e efeito, como o alcatrão (substância tóxica) e o câncer – basta evitar o contato com o produto para impedir o desenvolvimento do tumor. Porém, existem situações em que não é possível isolar um fator causal específico, já que um conjunto de características e comportamentos podem aumentar as chances do desenvolvimento da alteração em um determinado grupo de pessoas. O câncer de próstata vale a pena ser rastreado. É uma doença muito frequente, silenciosa, sem causa conhecida e que, se tratada precocemente, tem alta chance de cura. Campanhas de conscientização, consultas médicas com exame físico e exame do antígeno prostático específico (PSA) são as medidas adotadas para prevenir ou diagnosticar precocemente o câncer de próstata.

Qual é a idade certa para começar a fazer os exames de detecção precoce da doença?

As campanhas governamentais têm como objetivo o rastreio em massa de uma doença em determinada população, tendo em vista a incapacidade de oferecer um screening individualizado. Sendo assim, a idade recomendada para início dos exames segue alguns padrões de risco:

– Aos 50 anos para homens com risco médio para câncer de próstata e expectativa de vida de pelo menos mais 10 anos;

– Aos 45 anos para homens com alto risco para câncer de próstata. Isso inclui negros e homens com um parente de primeiro grau (pai ou irmão) diagnosticado com câncer de próstata com menos de 65 anos;

– Aos 40 anos para homens com mais de um parente de primeiro grau diagnosticado com câncer de próstata em idade precoce.

Como a tecnologia pode ajudar a combater o câncer de próstata?

Os médicos definem um plano de tratamento a partir de um conjunto limitado de sintomas e sinais referidos pelo paciente, medem indicadores de saúde em ambientes não amigáveis como consultório ou laboratório – não no mundo real – e perdem o controle do paciente no minuto em que ele sai da consulta. Nesse contexto, a tecnologia traz um grande avanço para a tomada de decisão. Ferramentas digitais aumentam a quantidade de informações disponíveis e captam os dados do dia a dia do paciente. Pequenas alterações podem ser contabilizadas pela inteligência artificial desenvolvida pela Axenya, potencializando inúmeras vezes os indicadores de rastreio clássicos, como idade e PSA.

Qual é a importância de levar o Novembro Azul para os ambientes corporativos? Como engajar os funcionários na campanha?

Percebo uma tendência de transferir a responsabilidade do cuidado com a saúde do Estado para as empresas. Cada vez mais a conta da saúde cai no colo das corporações, que precisam administrar esse assunto sensível da melhor maneira possível. A Axenya atua com ações concretas de incentivo ao cuidado com a saúde de forma constante e preventiva. Mantemos um olhar crítico para o grupo que se enquadra em no mínimo uma das classificações de risco, trazendo-o para perto da nossa equipe de saúde.

Na sua visão, a população masculina brasileira está mais atenta aos cuidados de saúde? Houve evolução nesse sentido nos últimos anos?

Percebemos alguns avanços com as diversas campanhas sobre a saúde masculina, mas ainda há grande resistência por parte dos homens em se cuidar de maneira integral. Com o uso da tecnologia, vemos um movimento interessante de promover conteúdos educativos que estão aos poucos conseguindo conscientizar a população masculina. Contudo, ainda é preciso chamar a atenção deles para o autocuidado e a adoção de hábitos saudáveis, como prática de atividade física regular e alimentação balanceada. Esses pontos são cruciais para diminuir os agravos evitáveis.

Axenya e HealthCO se juntam para criar um ecossistema de saúde corporativa digitalmente aumentado, fornecendo e gerindo planos de saúde de forma digitalizada e protegendo a saúde do colaborador, de ponta a ponta, durante toda a jornada de cuidado.