Inovação em saúde: confira algumas das principais tendências do setor

Homem analisando a cadeia de DNA em tela

21 de setembro, 2022

Analisando a cadeia de dna

Entre inteligência artificial e recursos de saúde digital, as principais inovações em saúde prometem aprimorar a atenção ao paciente

Certamente a pandemia de Covid-19 acelerou uma série de mudanças na forma como o cuidado dos serviços de saúde chega aos pacientes. Com isso, é natural que esse período tenha servido de catalisador para uma série de processos de inovação em saúde que pouco a pouco serão parte integral desse novo normal.

Os avanços mais notáveis vão desde a utilização de serviços de saúde digital até a personalização das condutas clínicas graças à genética. Nesse contexto, conhecer o que já está aprimorando a prática médica e o que promete marcar cada vez mais presença nesse mercado faz toda a diferença na garantia do acesso aos melhores serviços de saúde, com agilidade e equidade, garantindo a promoção do bem-estar de todos.

Inteligência Artificial

Cada vez mais, em diferentes setores do mercado, ferramentas de inteligência artificial propõem alterações estruturais na forma como os serviços são oferecidos e de que forma as empresas se relacionam com seus consumidores. E, como não poderia deixar de ser, o segmento de saúde já emprega esses recursos para oferecer um patamar cada vez melhor de atendimento, com margem para explorar um enorme volume de possibilidades. Assim, as alternativas de emprego de recursos de inteligência artificial no cuidado em saúde vão desde o auxílio no diagnóstico de doenças até o desenvolvimento de novas drogas e tratamentos, passando pelo suporte para refinar questões relativas à saúde mental, uma exigência cada vez maior diante do volume crescente no diagnóstico de transtornos psíquicos.

Entre os benefícios da adoção de recursos de inteligência artificial na saúde estão o aprimoramento dos tratamentos disponíveis, o reforço à autonomia do paciente, o ganho de eficiência nos diagnósticos, a redução do nível de erros médicos, a possibilidade de estimar os riscos para diferentes doenças e a melhoria geral no nível de cuidado oferecido.

Em geral, o emprego da inteligência artificial anda lado a lado com a coleta, o tratamento e a análise de um volume gigantesco de dados, uma vez que as informações coletadas a partir disso fornecem insights valiosos para orientar tanto o aprendizado das máquinas quanto o refinamento das soluções desenvolvidas.

Internet das coisas em aparatos médicos

DNA composto de duas correntes que formam uma dupla hélice

A internet das coisas (ou IoT, na sigla em inglês) é outra tecnologia que ganha cada vez mais espaço em diferentes segmentos da economia, incluindo nisso os cuidados de saúde. A expectativa é de que esse mercado atinja os 100 bilhões de dólares até 2026, de acordo com um relatório publicado em 2021 pela consultoria Reserach and Markets.

Ao lado dos weareables (ou itens vestíveis, numa tradução livre), esse recurso tende a se disseminar numa proporção maior à medida que as conexões 5G forem se tornando mais populares e acessíveis, uma vez que essa nova rede de telefonia móvel garante a alta velocidade e a latência baixa necessária para que esses dispositivos funcionem de forma adequada, principalmente em contextos sensíveis, como o uso médico.

De qualquer forma, esses dispositivos poderão ser ainda soluções eficientes para monitorar a saúde dos pacientes em tempo real, transmitindo aos cuidadores parâmetros essenciais para o manejo de diferentes condições. O tratamento de doenças crônicas, como o diabetes, por exemplo, pode se beneficiar de tal dinâmica, evitando as complicações decorrentes da descompensação do nível glicêmico.

Genética

Antes quase uma ideia de ficção científica, o mapeamento do genoma humano aos poucos ganha aplicações práticas cada vez mais efetivas, colaborando com a promoção da saúde dos pacientes em diferentes situações.

O mapeamento genético dos pacientes é um dos pilares da chamada medicina de precisão: em um caso de câncer, por exemplo, o oncologista consegue identificar quais as mutações responsáveis pelo tumor e a partir disso indicar o melhor tratamento possível dentre as chamadas terapias-alvo disponíveis.

Outra forma de utilizar os avanços da genética que se torna cada vez mais comum é aquele que faz uso desse campo do conhecimento para mapear e estimar o risco do desenvolvimento de doenças raras ou ainda para fornecer a melhor orientação a respeito de conduta de prevenção em contextos de grande incidência de determinada condição.

Atendimento centrado no paciente

A digitalização dos serviços de saúde faz com que cada vez mais os pacientes procurem por experiências personalizadas e se engajem em toda a sua jornada da mesma forma como fazem com outros serviços, como aqueles oferecidos por lojas online ou serviços de streaming. Desse modo, o atendimento centrado no paciente é outra inovação que parece que veio para ficar.

Isso permite que sejam cada vez mais adotadas ferramentas que estimulem a adesão aos tratamentos, por exemplo, empoderando os pacientes em relação ao próprio autocuidado. Desse modo, por meio de condutas individualizadas é possível obter melhor desfechos clínicos, o que contribui não só para um maior nível de bem-estar, como também ajuda na redução dos custos com saúde.

Leia também: Jornada do paciente crônico: quais são os desafios atuais?

Saúde digital

Em certa medida, todas as inovações em curso no mercado desaguam na consolidação do conceito de saúde digital. A saúde digital representa todo um conjunto de soluções de que utilizam tecnologias da informação e comunicação para o tratamento de pacientes, treinamento de equipes, promoção do conhecimento e o acompanhamento de doenças.

O conceito de saúde digital é bastante relevante principalmente quando levamos em conta que ele vai além de muitos dos recursos que já estão amplamente disponíveis atualmente, como as consultas remotas e prontuários eletrônicos, por exemplo.

Avançando nas possibilidades da saúde digital é possível explorar os recursos das chamadas terapias digitais (DTx). Elas são intervenções terapêuticas digitais baseadas em evidências científicas, entregues por softwares de alta qualidade para tratar, gerenciar ou prevenir um distúrbio ou doença.

Com tudo isso, os recursos tecnológicos adotados podem dar aos cuidadores uma visão integral da saúde do paciente e incrementar o engajamento e a adesão ao tratamento por meio do acesso a informações de qualidade e do incentivo às mudanças de hábitos. Tal combinação é extremamente valiosa no manejo de doenças crônicas, alterando substancialmente a jornada dos pacientes que sofrem com essas condições. É claro que nenhuma inovação em saúde atinge de imediato todo o mercado e muito da disseminação de cada novo recurso depende de uma combinação de fatores, que vão desde a adaptação dos profissionais às questões econômicas. De qualquer maneira, observar o que de novo está no radar faz toda a diferença na gestão desse aspecto essencial.

Saiba mais sobre a digitalização da saúde e veja de que forma ela interfere de forma positiva na jornada de cuidados.


>>>REFERÊNCIAS:

Top trends in healthcare: 2022 | Research & insight | Capgemini. https://www.capgemini.com/insights/research-library/top-trends-in-healthcare-2022/

Top 10 Healthcare Industry Trends & Innovations in 2022 | StartUs Insights.

https://www.startus-insights.com/innovators-guide/top-10-healthcare-industry-trends-innovations-in-2021/#artificial-intelligence

Healthcare Technology Trends and Digital Innovations in 2022.

https://www.startus-insights.com/innovators-guide/top-10-healthcare-industry-trends-innovations-in-2021/#artificial-intelligence

Homem analisando a cadeia de DNA em tela

Axenya e HealthCO se juntam para criar um ecossistema de saúde corporativa digitalmente aumentado, fornecendo e gerindo planos de saúde de forma digitalizada e protegendo a saúde do colaborador, de ponta a ponta, durante toda a jornada de cuidado.