Doenças crônicas: como o acompanhamento contínuo aumenta a adesão ao tratamento

Enfermeiro e paciente conversando

22 de agosto, 2022

Enfermeiro e paciente conversando

O comportamento do paciente sofre influência de vários fatores e compreendê-los ajuda a encontrar soluções para melhorar a adesão ao tratamento

O manejo das doenças crônicas exige que o paciente adote uma série de medidas que podem ter impacto considerável no seu dia a dia. Ainda que isso, na maioria dos casos, não interfira na qualidade de vida, as ações necessárias para o controle do quadro podem afetar a adesão ao tratamento. Para que o tratamento surta o efeito esperado, os profissionais de saúde precisam ir além da mera prescrição de um medicamento e muito das práticas devem ser repensadas para fortalecer o cuidado, prestar o atendimento adequado e incentivar o empoderamento e o autocuidado dos pacientes.

Os desafios no tratamento das doenças crônicas

Muito do desafio do tratamento apropriado para as doenças crônicas não transmissíveis (como diabetes e hipertensão arterial, por exemplo) se dá pela própria natureza desses quadros: eles são multifatoriais e têm prognóstico longo e incerto, que não raro alcança toda a vida do indivíduo. No mais, podem ser acompanhados de episódios agudos, que geram incapacidades em muitos casos irreversíveis.

É por isso que as intervenções para controlar essas doenças passam por uma série de questões que vão além de ingerir o remédio indicado por um médico, quando é o caso. Questões referentes ao acesso ao atendimento e aos serviços do sistema de saúde, por fatores educacionais e econômicos e até mesmo pela percepção que o paciente tem da sua doença e do tratamento recebido faz diferença.

No caso das doenças crônicas isso se torna ainda mais relevante uma vez que elas precisam ser tratadas mesmo quando a condição não se manifesta ou parece controlada. Ademais, é provável que a adesão ao tratamento caia à medida que novas medicações ou intervenções vão sendo implementadas, principalmente se isso interfere no estilo de vida, nos hábitos alimentares ou em qualquer outra atividade do dia a dia.

Pense, por exemplo, no paciente com diabetes que depende de aplicações diárias de insulina ou precisa fazer o monitoramento do seu nível glicêmico periodicamente e de que forma isso pode interferir na forma como ele enxerga sua condição e de como ela impacta na sua qualidade de vida.

A importância do cuidado e do acompanhamento no dia a dia

Diante de tudo isso, é preciso deixar claro que o sucesso da adesão do paciente do tratamento é uma equação complexa, resultado da soma de múltiplos fatores, com cada um deles com pesos diferentes em cada contexto. Inclusive, muitas dessas variáveis mudam de acordo com a doença a ser tratada.

No mais, a falta do acompanhamento no dia a dia, por exemplo, gera problemas de comunicação entre pacientes e profissionais de saúde. Pode ser difícil que o portador da enfermidade esclareça dúvidas, obtenha informações sobre seu tratamento ou até mesmo consiga estabelecer uma relação de confiança com o seu provedor de serviços de saúde. Em condições que exigem mudanças de hábitos, tais componentes podem fazer mais diferença do que se imagina. Uma camada adicional de dificuldade que aparece quando parte do tratamento depende do autocuidado do paciente.

Leia também: Como os produtos DTx são diferentes dos aplicativos de saúde?

Dessa forma, todo o esforço deve se concentrar não apenas para que eles tenham as informações necessárias para isso (como, por exemplo, recomendações de alimentação, de prática de exercícios físicos e de automonitoramento do nível glicêmico, no caso do diabetes). Mas também para que desenvolvam as habilidades e obtenham acesso aos recursos necessários para desempenhar essas tarefas fundamentais, principalmente para evitar complicações.

No sentido oposto, profissionais de saúde precisam estar capacitados e de posse de ferramentas capazes de promover as mudanças de comportamento, o acompanhamento e o cuidado necessários para o manejo ideal da doença.

Terapias digitais no fortalecimento da adesão ao tratamento

Cuidados com o paciente

Na busca por aprimorar os tratamentos disponíveis e melhorar a experiência de pacientes, várias soluções vêm sendo desenvolvidas e obtendo sucesso no cuidado das doenças crônicas. Um exemplo disso são as terapias digitais (também chamadas de DTx).

As terapias digitais (DTx) são intervenções baseadas em evidências científicas aplicadas por meio de softwares que podem ser utilizados pelo próprio paciente. Elas têm como objetivo prevenir, manejar ou tratar determinada doença.

A Axenya, conta com o Kralixya, que utiliza esses princípios para facilitar o dia a dia de pessoas com diabetes, emponderando-as em busca de uma vida mais saudável.

Em estudo piloto, os pacientes acompanhados que faziam uso do Kralixya alcançaram as indicações de automonitoramento do nível glicêmico no sangue. Tal comportamento melhora os desfechos dos tratamentos e reduz a chance de complicações.

Houve também uma melhora na taxa de hemoglobina glicada. Usuários da plataforma da Axenya obtiveram redução no nível estimado de HbA1c, em média, de 8,1% para 7,1% após 30 dias, patamar sustentado após 90 dias. Como referência, para a American Diabetes Association (ADA), a meta ideal para HbA1c é < 7%.

Números também reforçam que quem usou o Kralixya melhorou seus hábitos, recebeu feedbacks mais úteis e se sentiu com mais controle em relação à saúde. Esses índices atingiram a pontuação 4 ou 5 na avaliação de satisfação, em uma escala de até 5 pontos.

Por fim, os envolvidos na avaliação obtiveram ganhos na sensação do controle do diabetes (com 9 entre cada 10 respostas avaliando esse aspecto como “melhor” ou “muito melhor”) e incrementaram sua confiança em relação aos médicos (com 7 entre cada 10 respostas com avaliação de “melhor” ou “muito melhor”), indicadores que podem apontar para uma maior adesão ao tratamento.

Aproveite para saber mais sobre os custos das doenças crônicas para os sistemas de saúde.


>>>REFERÊNCIAS:

Síntese de evidências para políticas de saúde: Adesão ao tratamento medicamentoso para pacientes portadores de doenças crônicas. Ministério da Saúde.

Disponível em: Síntese de evidências para políticas de saúde : adesão ao tratamento medicamentoso por pacientes portadores (saude.gov.br)

Adherence to long-term therapies: evidence for action. World Health Organization.

Disponível em: Adh.200×260/0 (who.int)

Enfermeiro e paciente conversando

Axenya e HealthCO se juntam para criar um ecossistema de saúde corporativa digitalmente aumentado, fornecendo e gerindo planos de saúde de forma digitalizada e protegendo a saúde do colaborador, de ponta a ponta, durante toda a jornada de cuidado.