Quais os custos das doenças crônicas para os sistemas de saúde?

Calculadora e estetoscópio

31 de maio, 2022

Doenças Crônicas
Saiba o que define uma doença crônica e qual o peso delas para os sistemas de saúde

Mais do que um problema para quem vive com essas condições, os custos das doenças crônicas para os sistemas de saúde (e para a sociedade) podem ser significativos. Tal constatação exige dos tomadores de decisão uma série de medidas para mitigar o impacto dessas enfermidades, tanto do ponto de vista individual quanto coletivo.

Por isso, para orientar melhor essa discussão é fundamental ter em mente o que define as doenças crônicas, conhecer os custos que elas trazem para toda a sociedade e de que forma é possível aprimorar ações de prevenção e de tratamento.

E esses são justamente os objetivos deste artigo. Portanto, prossiga com a leitura para saber mais sobre esses tópicos.

A definição de doença crônica

As doenças crônicas, classificadas dentro da literatura especializada como Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), são um conjunto de condições com causas variadas, origem não infecciosa, longos períodos de latência e desenvolvimento dos sintomas e que, no longo prazo, podem resultar em incapacidade, deficiências e até mesmo a morte.

Os principais tipos de doenças crônicas são aquelas relacionadas ao sistema cardiovascular (como hipertensão arterial), diabetes, distúrbios respiratórios crônicos e cânceres. Quase sempre essas condições são resultado de uma combinação de fatores ambientais, genéticos e comportamentais.

Ainda que essas doenças estejam associadas com faixas etárias mais avançadas, nem sempre essa relação é absoluta. De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em um ano, cerca de 15 milhões de pessoas com idades entre 30 e 69 anos morreram de causas associadas às consequências das doenças crônicas. 85% dessas mortes aconteceram em países de renda baixa ou média. Ao todo, a estimativa é de que essas doenças vitimem 41 milhões de pessoas a cada ano.

Dessa forma, crianças, adultos e idosos são suscetíveis a desenvolver doenças crônicas, principalmente se expostos aos fatores de riscos.

Entre os comportamentos e situações que favorecem o desenvolvimento dessas condições estão dietas desequilibradas, inatividade física, tabagismo e uso abusivo de álcool. Além disso, excesso de peso e altos índices de colesterol também contribuem para o desenvolvimento dessas doenças.

A rápida urbanização, a proliferação de estilos de vida pouco saudáveis e o envelhecimento da população tendem a incrementar a prevalência das doenças crônicas. E isso, claro, trará uma série de custos, que precisam ser considerados desde já.

Leia também: O que são as terapias digitais? Descubra aqui!

Os custos das doenças crônicas

Os custos das doenças crônicas combinam fatores econômicos e humanos. De acordo também com a OMS, ao final de 2019, sete das 10 principais causas de morte ao redor do mundo estavam relacionadas com doenças crônicas não transmissíveis.

Entre esses dados, merece destaque o crescimento das mortes por doenças cardíacas, que saltou de 2 milhões em 2000 para 9 milhões em 2019. Já as mortes por diabetes cresceram globalmente mais de 70%. Entre os homens, esse aumento foi de 80%. No Brasil, dados coletados pelo Ministério da Saúde apontam que, em 2019, 54,7% dos óbitos registrados no país foram decorrentes dessas enfermidades crônicas.

Do ponto de vista econômico, os impactos também são significativos. Com base em levantamento feito por Nilson et.al, em 2018, os custos com obesidade, hipertensão e diabetes para o Sistema Único de Saúde (SUS) alcançaram os R$ 3,45 bilhões. Essas despesas levam em conta gastos com hospitalizações, atendimentos ambulatoriais e medicamentos distribuídos para os respectivos tratamentos.

A própria pandemia de Covid-19 expôs os danos individuais e coletivos causados pelas doenças crônicas. Além de terem chance de desenvolverem quadros mais graves da doença causada pelo Sars-CoV-2, muitos portadores dessas enfermidades deixaram de passar pelo diagnóstico adequado ou interromperam os tratamentos nesse período por dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

Diante desse grande peso em uma série de indicadores socioeconômicos, a Organização das Nações Unidas (ONU) incluiu o controle das doenças crônicas como um dos Objetivos dos Desenvolvimentos Sustentáveis, agenda de metas a serem implementadas até 2030.

No item 3, de uma lista com 17, a ONU estipula entre as iniciativas de promoção à saúde e o bem-estar da população mundial a meta de redução de um terço das mortes prematuras causadas pelas DCNT. Para isso, as principais ferramentas serão a prevenção e o tratamento.

As alternativas para prevenir e tratar as doenças crônicas

A própria OMS admite o desafio global que é reduzir as mortes causadas pelas doenças crônicas, principalmente nos países de baixa renda. Assim, ao mesmo tempo em que as pessoas vivem mais, elas passam por maiores incapacidades. Tal fenômeno eleva o número de anos de vida saudáveis perdidos.

Todas as iniciativas para a redução da incidência de doenças crônicas devem focar na redução da exposição aos fatores de risco associados a essas condições. No mais, investir no melhor manejo desses pacientes é igualmente fundamental. Na maioria dos casos, a atenção primária à saúde é capaz de diagnosticar e oferecer tratamento no momento adequado, ainda nos estágios iniciais dessas doenças.

Seja como for, em todos os contextos, a tecnologia também pode ser uma excelente aliada na prevenção e no tratamento das doenças crônicas. E uma das ferramentas mais promissoras nesse sentido são as chamadas Terapias Digitais (DTx).

Terapias Digitais (DTx)

As Terapias Digitais (chamadas em inglês de digital therapeutics ou apenas DTx) são o conjunto de práticas e intervenções baseadas em evidências científicas aplicadas por meio de softwares desenvolvidos com esse fim. Dessa forma, esses programas são desenhados para prevenir, manejar ou tratar determinada doença ou distúrbio.

As Terapias Digitais para doenças crônicas contribuem para a aderência aos tratamentos, para o acompanhamento de indicadores importantes e para o incentivo à mudança de hábitos, algo fundamental no controle da maioria dessas condições.

Todas as soluções em Terapias Digitais são baseadas em evidência científicas sólidas e passam por controles regulatórios de forma similar ao que acontece com medicamentos tradicionais. Ademais, todas as aplicações são elaboradas pensando na usabilidade, na segurança das informações e no fortalecimento da relação entre os pacientes e os profissionais de saúde.

Como destacamos ao longo do texto, os custos das doenças crônicas não recaem apenas sobre quem sofre com elas, toda a sociedade sofre com suas consequências, seja pelas despesas para o sistema de saúde, seja pelos impactos sobre a produtividade, a qualidade de vida e o bem-estar de todos. Logo, investir em novas soluções para combater esses problemas é crucial para um presente e um futuro melhor.

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>>>REFERÊNCIAS:

Noncommunicable diseases (who.int)

OMS revela principais causas de morte e incapacidade em todo o mundo entre 2000 e 2019 – OPAS/OMS | Organização Pan-Americana da Saúde (paho.org)

https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt/09-plano-de-dant-2022_2030.pdf/view#:~:text=O%20plano%20de%20A%C3%A7%C3%B5es%20Estrat%C3%A9gicas,a%20dirimir%20desigualdades%20em%20sa%C3%BAde

SciELO – Saúde Pública – Custos atribuíveis a obesidade, hipertensão e diabetes no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2018 Custos atribuíveis a obesidade, hipertensão e diabetes no Sistema Único de Saúde, Brasil, 2018 (scielosp.org)
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/

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