Como as empresas podem viabilizar o acesso à saúde e ainda reduzir custos?

Empresário conhecendo dependências médicas e cumprimentando um médico

18 de julho, 2022

Empresa conhecendo dependencias medicas

Com a pandemia, aumentou a preocupação dos brasileiros em relação ao acesso à saúde. Entenda como as empresas podem contribuir com isso

O acesso à saúde é uma preocupação constante do brasileiro, ainda mais no contexto atual. De acordo com pesquisa feita em 2021, para 81% dos brasileiros a crise provocada pela pandemia de Covid-19 fez aumentar o receito em relação aos acessos a tratamentos adequados. As informações são da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab), por meio de pesquisa encomendada ao Instituto Bateiah Estratégia e Reputação.

De certa forma, tais números refletem as dificuldades e deficiências de acesso aos serviços de saúde, tanto públicos quanto privados. Isso sem falar no custo crescente desses cuidados, principalmente para quem arca com um plano de saúde. Nesse sentido, as empresas podem ter um papel importante, em diferentes dimensões.

O acesso à saúde do brasileiro

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada pelo IBGE indica que em 2019, 59,7 milhões de brasileiros tinham à disposição algum plano de saúde, o que representava 28,5% da população. Desse modo, numa conta rápida, é possível estimar que 150 milhões de brasileiros dependem exclusivamente dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). A PNS é o principal levantamento estatístico sobre o acesso e a utilização dos serviços de saúde entre os brasileiros.

Ainda de acordo com a PNS, boa parte das pessoas com planos de saúde contavam com coberturas para consultas (99,1%), exames (98,3%) e internações (91,6%). Por outro lado, o acesso à serviços como partos é menor: 77,6% dos beneficiários contam com cobertura para esse tipo de procedimento.

E quais os procedimentos mais solicitados entre aqueles que contam com um plano de saúde? A pesquisa encomendada pela Anab, mencionada no começo deste texto, traz algumas informações relevantes: entre os serviços mais demandados estão consultas com especialistas (69%), exames (13,3%) e quadros de emergência (8,7%).

E mesmo entre aqueles com acesso aos planos de saúde, a utilização dos serviços do SUS não é incomum, também apontado pelo levantamento da Anab. Entre os entrevistados, 42% recorreram a algum procedimento oferecido pelo sistema público. O mais comum deles é a vacinação, 49,3% dos beneficiários tomam doses disponibilizadas na rede estatal.

Os custos da saúde em diferentes dimensões, o custeio dos serviços de saúde é um desafio para os responsáveis pela gestão desses recursos e para a sociedade como um todo. Num contexto mais amplo, de um lado temos uma população cujo perfil etário avança para uma composição onde a maioria da população será composta por idosos, justamente o perfil que mais exige cuidados.

Preocupação com a pandemia

Do outro, o avanço da ciência e da medicina incorpora às técnicas médicas procedimentos cada vez mais caros, ainda que o incremento tecnológico certamente promova uma melhor qualidade no atendimento prestado.

No dia a dia, isso certamente se reflete nos custos de saúde, seja para a sociedade, que precisa arcar com o custeio do sistema público, seja para os beneficiários dos sistemas de saúde, que enfrentam reajustes constantes no valor das mensalidades pagas. Só para se ter uma ideia, o aumento autorizado em 2022 pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para planos de saúde individuais foi de 15,5%.

Assim, muitos beneficiários tiveram que refazer as contas para que o plano continuasse a caber no orçamento. Como mostra outro levantamento publicado pela Anab, esse de 2022, 47% dos consultados tiveram que reajustar o cálculo para continuar pagando pelo benefício no ano anterior. Ou seja, com o aumento, tal número pode ser ainda maior depois que os novos valores começarem a valer.

É claro que em todo o panorama de acesso à saúde, as empresas têm um papel importante. Quase metade dos portadores de planos de saúde têm ao menos parte dos custos pagos pelo empregador. Como mostra a PNS, 30,9% dos beneficiários repartem os custos com o empregador e outros 14,4% têm o custo total do plano coberto pela empresa com a qual mantém vínculo. No sentido oposto, 46,6% dos titulares pagam o valor direto ao plano, com recursos próprios.

Obviamente esse benefício ajuda na promoção da saúde e do bem-estar dos colaboradores. Todavia, sua implementação precisa ser bem planejada, principalmente para que os custos não extrapolem o orçamento disponível. E um dos fatores que faz com que isso aconteça é o excesso de sinistralidade, pelos mais diversos fatores.

Por isso, além de incentivar o uso racional dos recursos, é fundamental atacar as principais causas que levam as pessoas aos serviços de saúde. Em tal contexto, as complicações causadas pelas doenças crônicas estão nos primeiros lugares de qualquer lista.

Assim, é fundamental investir em alternativas que aumentem a adesão ao tratamento, incentivem mudanças de hábitos e forneçam informações para melhores tomadas de decisões. Ademais, tudo isso deve passar pelo fortalecimento na relação entre pacientes, médicos e demais profissionais de saúde.

Felizmente, a emergência por novas tecnologias contribui com este panorama, ajudando no suporte necessário ao longo de toda a jornada do paciente. Soluções baseadas nas melhores evidências científicas disponíveis, com a devida regulação, e desenvolvidas pensadas no usuário, são elementos importantes no acesso à saúde, beneficiando a todos, do paciente aos responsáveis pela gestão dos sistemas de saúde.

Aproveite que você já está aqui para ler sobre o conceito de equidade na saúde.


>>>REFERÊNCIAS:

Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em: liv101748.pdf (ibge.gov.br)

Quase 50% precisaram ajustar orçamento para não perder plano de saúde. Agência Brasil. Disponível em: (ebc.com.br)

Pesquisa: 80% dos brasileiros estão preocupados com acesso à saúde. Agência Brasil. Disponível em: (ebc.com.br)

Empresário conhecendo dependências médicas e cumprimentando um médico

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